11/29/2007

Futebol, lesão e treinamento funcional !!


Futebol, lesão e treinamento funcional
Processo lesivo deve ser tratado como um segmento corporal global

A avaliação do atleta toma por base os exames clínicos da parte lesionada, bem como o histórico músculoesquelético e articular. É importante saber se a lesão é crônica ou aguda ou se foi causada por mecanismo traumático ou não-traumático, de modo a identificar os diferentes grupamentos musculares e articulações atingidas.

No entanto, vale ressaltar que, um processo lesivo nunca deve ser analisado somente no local exato da lesão, mas tratado como um segmento corporal global, uma vez que um músculo pode interagir com várias articulações e outros grupamentos musculares.

Pensando assim e considerando a individualidade biológica de cada atleta, percebe-se que diferentes músculos corporais de um mesmo indivíduo tendem a se recuperar em maior ou menor tempo, conforme o tipo de tratamento. Por esta razão, diferentes lesões exigem tratamentos diferenciados.

A vulnerabilidade da articulação à lesão pode estar diretamente ligada à diferença na força entre alguma musculatura intrínseca que a envolve. Por isso é necessário qualificar e classificar a musculatura que engloba uma articulação e assim prescrever exercícios para que o programa de recuperação possa ser efetivo e o erro de uma recuperação inadequada possa ser minimizado.

No que diz respeito ao tratamento inicial do atleta lesionado, uma maior importância aos músculos estabilizadores primários deve ser dada, devido à sua incidência ao sistema nervoso (proprioceptiva) elevada e por possuírem seus tendões mais profundos e mais próximas ao eixo de rotação das articulações.

Portanto, ao iniciar o treinamento funcional recuperativo é interessante dar maior ênfase aos exercícios de cadeia cinética fechada que visam os músculos estabilizadores primários.

Lembrando que, diferentemente dos exercícios de cadeia cinética aberta, o tratamento por exercícios citado anteriormente demanda menor esforço por centímetro cúbico de músculo, pois envolvem mais articulações (exercícios multiarticulares) na execução do movimento e, devido também, as partes do corpo que realizam o movimento estarem fixas e com isso exigirem apenas uma considerável resistência.

Já os exercícios de cadeias cinética aberta geralmente são monoarticulares (apenas sobre uma articulação), as partes do corpo não estarem fixas e com isso geram maior resistência.

Pois bem, quando uma lesão acontece, existem alguns músculos que devem ser trabalhados primeiramente e outros inseridos no processo de tratamento mais adiante. Além do mais, vários outros aspectos funcionais de um tratamento que seja de fato eficiente não devem jamais ser desconsiderados. Um exemplo disso é a adequação da musculatura lesada ou enfraquecida ao tipo de exercício proposto.

11/25/2007

Treinamento de tempo intervalado para Futebolistas !

O treinamento de tempo intervalado é considerado por muitos profissionais um marco na evolução do treinamento desportivo, visto que o seu aparecimento marca o início do período cientifico nos treinos voltados ao esporte. Sua origem vem após a Primeira Guerra Mundial, na Finlândia, graças aos trabalhos pioneiros de Pinkala, que desenvolveu uma sistematização mais racional e completa do treinamento que, embora empírica, contribuiu para a melhora do preparo desportivo. No início, esse tipo de treinamento baseava-se no controle do ritmo, controle das passadas e o fracionamento do trabalho em porções mais numerosas e mais curtas. A definição atual diz que o treinamento intervalado é um sistema de preparação desportiva de cunho individual e de emprego ideal nas corridas de meio-fundo e fundo realizado, porém muito utilizado em outros esportes. Defini-se por uma série de estímulos moderados, quase no limite ou máximos alternados com intervalos que propiciem uma recuperação parcial.No futebol este treinamento, por apresentar distâncias curtas, é mais indicado ao desenvolvimento das capacidades de força velocidade de um futebolista. Durante os treinos os atletas que apresentam uma menor variação em suas freqüências cardíacas, provavelmente apresentam uma capacidade maior de recuperação, eliminando os efeitos de ácido lático em sua musculatura em menor tempo.O método para chegar a esta verificação simula uma situação de jogo, onde os futebolistas estão constantemente executando acelerações máximas, com um tempo mínimo de recuperação, nas primeiras acelerações os jogadores ainda são capazes de se recuperar rapidamente, mas à medida que o tempo vai passando a acidade metabólica tende a aumentar, o que irá forçar um aumento da freqüência cardíaca.A distância de 50m pode ser utilizada, já que o objetivo principal é o desenvolvimento da resistência muscular localizada de forma geral. À medida que melhora a capacidade de ressíntese muscular devemos lançar mão de metodologias que utilizem distâncias mais próximas a realidade competitiva.Outra modalidade é o treinamento intervalado extensivo, com distâncias de 150 a 200m, com ou sem bola. Este treinamento é um método utilizado para desenvolvimento da capacidade funcional do jogador, melhorando sua possibilidades aeróbias e influenciando um pouco em suas possibilidades anaeróbias, principalmente no tocante à resistência muscular localizada.